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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O Petróleo no Brasil



A busca pelo ‘ouro negro’ no Brasil vem de longa data, desde os tempos coloniais, mas a primeira jazida de petróleo do País só foi descoberta em 1939, no bairro de Lobato, na periferia de Salvador (BA). Coincidentemente, o local tem o mesmo nome de um dos ícones da defesa da exploração petrolífera no Brasil, o escritor paulista Monteiro Lobato, que batalhou incansavelmente para mostrar que o país tinha potencial no setor e que o petróleo poderia dar ao povo brasileiro um melhor padrão de vida. É de Lobato, o escritor, a frase “O petróleo é nosso!“, que virou símbolo da campanha nacionalista lançada em 1946 em defesa da soberania brasileira sobre o recurso natural. Sete anos depois, surgiu a Petrobras.

Conheça agora um pouco mais da história do petróleo no Brasil na linha de tempo abaixo:

1858/1892

Primeira Sondagem Profunda


Eugênio Ferreira de Camargo e seus auxiliares ao lado da sonda que realizou a perfuração pioneira em Bofete (SP), em 1892

A história do petróleo no Brasil começa quando o Marquês de Olinda concedeu a José de Barros Pimentel o direito de extrair betume em terrenos situados nas margens do rio Maraú, na Bahia, em 1858.

Em 1892 ocorre a primeira sondagem profunda no Brasil, em Bofete (SP). é inaugurada a prática da exploração no Brasil. O poço, perfurado por Eugênio Ferreira de Camargo, atinge 488 metros de profundidade. Encontra-se apenas água sulfurosa.

1930

A “Lama Preta”


engenheiro agrônomo Manoel Inácio Bastos

O engenheiro agrônomo Manoel Inácio Bastos toma conhecimento de que os moradores de Lobato (BA) usam uma “lama preta”, oleosa, para iluminar suas residências. Realiza várias pesquisas e coletas de amostras da lama oleosa. Não obtém êxito em chamar a atenção de pessoas influentes. é considerado “maníaco”.

1938

Criação do Conselho Nacional de Petróleo


Oscar Cordeiro, pioneiro da exploração do petróleo no Brasil, diante do poço de Lobato, na Bahia, nos anos 30

Na década de 1930, a questão da nacionalização dos recursos do subsolo entra na pauta das discussões. Em 1938, toda a atividade petrolífera passa, por lei, a ser obrigatoriamente realizada por brasileiros. é criado o Conselho Nacional do Petróleo (CNP), que avalia pedidos de pesquisa e lavra de jazidas de petróleo. Em 1938, é iniciada, sob a jurisdição do récem-criado CNP, a perfuração do poço DNPM-163, em Lobato, na Bahia.

1939/1941

Primeira Descoberta de Petróleo no Brasil


Início de funcionamento da primeira sonda “rotary” Oil Well do poço CNP B-2 na Vila Militar, em Salvador (BA), em 28 de outubro de 1939

Lobato, na Bahia, foi cenário da descoberta da primeira jazida de petróleo no País. Em 21 de janeiro de 1939, o poço DNPM-163 atinge camada petrolífera e o petróleo ocupa parte de sua coluna de perfuração, constituindo-se na primeira descoberta de petróleo no Brasil. O poço, apesar de ter sido considerado antieconômico, foi de importância fundamental para o desenvolvimento da atividade petrolífera na Bahia. A partir do resultado desse poço, houve uma grande concentração de esforços na Bacia do Recôncavo. Em 1941, é descoberta a primeira acumulação comercial de petróleo do País, no município de Candeias, na Bahia.

1946/1948

Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional


Manifestação em prol do monopólio do petróleo no Brasil promovida pelo Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (CEDPEN. Ao fundo, painel com retrato de Artur Bernardes

O País ganha uma nova Constituição em 1946 e também tem início a campanha nacionalista em defesa da soberania brasileira sobre o recurso natural, com o chamamento “O Petróleo é Nosso!”. Em 1948 é criado o Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (CEDPEN). O ex-presidente da República Artur Bernardes, Horta Barbosa, José Pessoa e Estêvão Leitão de Carvalho são presidentes de honra. O CEDPEN passa a dirigir a campanha do petróleo no Brasil, articulando militares, estudantes, homens públicos e intelectuais.

1953

Assinatura da Lei No. 2004


 Getúlio Vargas assina a Lei No. 2004, que cria a Petrobras

O presidente da República Getúlio Vargas assina a Lei No. 2004 durante cerimônia no Palácio do Catete, em 3 de outubro de 1953, criando a Petrobras. A lei dispõe sobre a política nacional de petróleo e define as atribuições do Conselho Nacional de Petróleo. Institui a sociedade por ações do petróleo brasileiro como sociedade anônima e dá outras providências.

Trecho do discurso pronunciado por Getúlio Vargas na ocasião: “… a Petrobras assegurará não só o desenvolvimento da indústria petrolífera nacional, como contribuirá decisivamente para eliminar a evasão de nossas divisas. Constituída com capital, técnica e trabalho exclusivamente brasileiros, a Petrobras resulta de uma firme política nacionalistas no terreno econômico, já consagrada por outros arrojados empreendimentos em cuja viabilidade sempre confiei.”

1963

Monopólio Integral

 
Manifestação em prol do monopólio do petróleo durante o comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), em 13 de março de 1964

Monopólio estatal é estendido à importação e exportação de petróleo e derivados, atividade até então aberta à iniciativa privada, nacional e estrangeira.

1968

A Primeira Descoberta no Mar


Plataforma elevatória P-1, primeira plataforma móvel de perfuração da Petrobras construída nos anos de 1967 e 1968

Realizada a primeira descoberta de petróleo no mar, no Campo de Guaricema, Sergipe. A plataforma Petrobras 1 (P-1) é construída pela Companhia de Comércio e Navegação no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), com o projeto da The Offshore Co. e Petroleum Consultants, de Houston (EUA). A P-1 deu início às atividades de perfuração no estado de Sergipe e foi a primeira plataforma de perfuração flutuante construída no Brasil, equipada com uma sonda capaz de perfurar poços de até 4 mil metros.

1974/1975/1977

O Início da Produção


A plataforma Sedco 135-D foi a primeira plataforma a produzir no Campo de Enchova, na Bacia de Campos

Em 1974, é descoberto petróleo na Bacia de Campos (RJ), no Campo de Garoupa. Em 1975, o governo federal autoriza a assinatura de contratos de serviços com cláusula de risco, o que permitiu a participação de empresas privadas na exploração. Por este contrato, as empresas investiam em exploração e, caso tivessem sucesso, receberiam os investimentos realizados e um prêmio em petróleo ou em dinheiro, mas a produção seria operada pela Petrobras. Houve apenas uma pequena descoberta na Bacia de Santos com a aplicação deste tipo de contrato. Em 1977, entra em operação o Campo de Enchova, o primeiro a produzir na Bacia de Campos, com a utilização do Sistema de Produção Antecipada. Pela primeira vez produz-se no Brasil a 120 metros de lâmina d’água. No final do anos 70, essa era considerada uma grande profundidade.

1981

Sistema de Produção Antecipada


Sistemas de produção antecipada – Bacia de Campos

Instalados na Bacia de Campos, os Sistemas de Produção Antecipada possuem tecnologia desenvolvida por técnicos da Petrobras e consistem na utilização de uma plataforma de perfuração adaptada para produção, com o objetivo de antecipar a produção enquanto se constrói a plataforma definitiva, que demanda muito tempo e, com isso, fazer caixa para investimentos. Possibilita ainda a obtenção de informações do comportamento do reservatório para maior segurança no projeto definitivo de produção.

1984

Albacora. Descoberto o Primeiro Campo Gigante


Manifold de Albacora, imagem atual

Descoberto Albacora, primeiro campo gigante do País, na Bacia de Campos (RJ). Alcançada a meta-desafio de produção de 500 mil barris diários de petróleo.

1985

Marlim. O Segundo Campo Gigante


Navio-Tanque, Campo de Marlim, 1992

Descoberta do Campo de Marlim, o segundo campo gigante do País, na Bacia de Campos (RJ).

1988

Produção no Alto Amazonas



Entra em produção o Campo do rio Urucu, no Alto Amazonas.

1994

A Primeira Plataforma Semissubmersível



Começa a operar a primeira plataforma semissubmersível (P-18) totalmente desenvolvida pelos técnicos da Petrobras, no Campo de Marlim, na Bacia de Campos (RJ).

1996

Rocador. O Terceiro Campo Gigante



Descoberta do campo gigante de Roncador, na Bacia de Campos (RJ).

1997

Fim do Monopólio do Petróleo



Promulgação da Lei No. 9.478 (Lei do Petróleo), de 6 de agosto de 1997, que flexibilizou o monopólio estatal do petróleo, criou o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), colocando sob a responsabilidade da ANP as concessões de exploração de petróleo, agora em regime de livre iniciativa.

1997

1 Milhão de Barris de óleo/Dia


Obra de construção do gasoduto Bolívia-Brasil

O País ingressa no seleto grupo dos 16 países que produzem mais de 1 milhão de barris de óleo por dia. é iniciada a construção do gasoduto Bolívia-Brasil.

2000

O Recorde Mundial


Manifold Roncador, 2000

Petrobrás produz petróleo a 1.877 metros de profundidade, no Campo de Roncador. é um recorde mundial.

2003

A Maior Jazida de Gás Natural


Plataforma de Mexilhão, Bacia de Santos (SP), 2005

Descoberta a maior jazida de gás natural na plataforma continental brasileira, o Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos (SP). Produção no Brasil e no exterior supera a marca de dois milhões de barris de óleo equivalente por dia.

2005

Os Primeiros Indícios de Petróleo no Pré-Sal


Sala de visualização sísmica 3D da Base de Imbetiba – Unidade da Bacia de Campos

Encontrados os primeiros indícios de petróleo no Pré-Sal na Bacia de Santos (SP). Conclusão das análises no segundo poço do bloco BM-S-11 (Tupi) indica volumes recuperáveis entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo e gás natural.

2006

A Autossuficiência


Navio-plataforma P-50

O Brasil atinge a autossuficiência sustentável na produção de petróleo, com a entrada em operação do navio-plataforma P-50 nas novas descobertas, ocorridas em águas cada vez mais profundas. Com o início das operações da FPSO (Floating Production Storage Offloading) P-50 no campo gigante de Albacora Leste, no norte da Bacia de Campos (RJ), a Petrobras alcança a marca de dois milhões de barris por dia.

2007

A Nova Província Petrolífera



à luz das novas informações e com o objetivo de preservar o interesse nacional, na promoção do aproveitamento racional dos recursos energéticos do País, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) determina, em 8 de novembro de 2007, que sejam excluídos da Nona Rodada de Licitações 41 blocos relacionados às possíveis acumulações em reservatórios do Pré-Sal situados nas Bacias do Espírito Santo, de Campos e de Santos. Determina também a avaliação das mudanças necessárias no marco legal que contemplem um novo paradigma de exploração e produção de petróleo e gás natural, aberto pela descoberta da nova província petrolífera.

2008/2009

Tupi. Extração do Primeiro óleo

 

Navio-plataforma P-34

Em 2 de setembro de 2008, o navio-plataforma P-34 extraiu o primeiro óleo da camada Pré-Sal, no Campo de Jubarte, na Bacia de Campos (RJ). Em 1o. de maio de 2009, deu-se início à produção de petróleo na descoberta de Tupi, por meio do Teste de Longa Duração (TLD).

Fonte: Planalto.gov

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

EU QUERO TRABALHAR NA INDUSTRIA DO PETRÓLEO!

QUEM SÃO OS PROFISSIONAIS QUE TRABALHAM EMBARCADOS NAS PLATAFORMAS DE PETRÓLEO?




DEMANDA DE MÃO DE OBRA E PROJETOS PARA O SETOR DE PETRÓLEO E GÁS AQUECE O MERCADO PARA EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO, PRINCIPALMENTE NA BACIA DE CAMPOS E NO COMPLEXO EXPLORATÓRIO DO PRÉ-SAL, INCLUINDO A NOVA FRONTEIRA E O LITORAL NORDESTE E SUL DO PAÍS.





COM O AUMENTO MÉDIO DE 27% ENTRE 2011 E 2012, PODEREMOS TER PARA 2013 UM INCREMENTO DE ATÉ 15% NO SALÁRIO EMBARCADO, DEPENDENDO DA DEMANDA DOS PROJETOS E MÃO DE
OBRA
.


LISTA DE EMPRESAS EM HOTELARIA EMBARCADO EM PLATAFORMA DE PETRÓLEO



ATIVIDADES CRESCENTES COMO MERGULHO RASO INICIAL, RASO E SATURADO DEVERÃO ATRAIR GRANDE DEMANDA PELO SETOR ATINGINDO SALÁRIOS QUE VARIAM ENTRE R$ 3.500,00 A R$ 18.000,00



atividades profissionais offshore e a média salarial atribuida entre 2012 e 2013
http://petroleo21.jimdo.com/sal%C3%A1rio-setor-offshore/





Petróleo & Gás: Contratações crescem em ritmo mais elevado do que a produção Fonte: Denise Luna (Folha de São Paulo) Imagem: petro&gás
Postada em: 05/09/12

O total de empregados da Petrobras cresceu em ritmo mais elevado do que a produção de petróleo e gás entre 2002 e 2011, segundo estudo do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura). Enquanto o total de contratados aumentou 75% e o de terceirizados subiu 171% no período, a produção de petróleo da empresa cresceu 35%.

O estudo também indica baixa produtividade. Com produção diária de 2,6 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás) e 81.198 empregados contratados, cada um deles é "responsável" por 32 barris diários.
Na Exxon, com aproximadamente o mesmo número de empregados e produção diária de 4,5 milhões de barris de óleo equivalente, a média é de 54 barris por contratado. Se considerada só a produção de petróleo, a Petrobras fica na média, com 26,71 barris, mas abaixo da Exxon (28,97) e da Chevron (31,02). Somando os 328 mil terceirizados aos 81 mil contratados da Petrobras, a média de produção cai para seis barris diários por trabalhador.
O consultor e sócio do CBIE Adriano Pires afirma que o estudo mostra a ineficiência da companhia, que não tem conseguido entregar suas metas de produção. Em 2002, a produção da estatal era de 1,5 milhão de barris diários de petróleo. Em 2011, ela chegou a 2,021 milhões de barris, o mesmo volume previsto para 2012.



Vagas e oportunidades: Polo naval deve contratar mais de 3,5 mil até o final do ano
Fonte: Maria Amélia Vargas (Zero Hora) Imagem: Agência Petrobras
Postada em: 31/07/12

Até o final do ano, pelo menos mais 3,5 mil vagas devem ser abertas no polo naval de Rio Grande (RS) para atender aos 11 projetos de construção e expansão de infraestrutura em andamento. E as oportunidades são democráticas: contemplam desde as carreiras operacionais até as atividades extremamente específicas. Em comum, a necessidade de qualificação que habilite o profissional a trabalhar na área de petróleo e gás.
Com previsão de preencher mais 2 mil postos até janeiro de 2013, a Ecovix (www.ecovix.com) — que ganhou a concorrência para a construção de oito cascos que explorarão o pré-sal — pretende dobrar o número de funcionários (atualmente são 3 mil) até 2020. De acordo com Carmelo Gonella, responsável pela Integração e Responsabilidade Socioambiental da empresa, as funções com maior número de vagas são as operacionais.
A Quip (www.quip.com.br) — com quatro projetos em andamento — prevê a necessidade de contratar mais 800 pessoas até dezembro. A maioria dos postos exige habilidades técnicas e práticas.
Além dos treinamentos oferecidos pelas próprias empresas, é possível qualificar-se por meio de projetos criados pelo governo federal, como o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em parceria com instituições do Sistema S.





EM 2013 HAVERÁ VAGAS PARA VÁRIOS SETORES COMO:
Eengenheiros
Oficial de máquinas
Almoxarife
Aux. administrativo
Assistente de sondador
Aux. de plataforma
Enfermagem do trabalho
Controlador de lastro
Coordenador de deck
Eletrecista
Encarregado de convés
Homém de área
Marinheiro de convés
Mecânico
Mestre de cabotagem
Operador de DP
Operador de guindaste
Plataformista
Aux. de plataforma
Sondador
Soldador subaquatico
Subsea
Tec. segurança
Tec. eletrônica
Torrista
Taifeiro
Mergulhador raso e saturado
Pintor
Almoxarife
Geólogos
Inspetor de solda
Radio operador
Gerência de hotelaria
Padeiro/confeiteiro
Comissário
Cozinheiro
Ajudante de cozinha
Saloneiro
Paioleiro
Arrumador
outros.

Fonte: Petróleo21

sábado, 6 de outubro de 2012

Regulação e falta de mão de obra afetam petroleiras


Impasses regulatórios e ambientais e a falta de mão de obra qualificada são os principais entraves para o desenvolvimento da indústria do petróleo e gás natural no Brasil. A conclusão faz parte de um estudo global que a Accenture apresenta hoje, durante a abertura da primeira fase de um centro de inovação da empresa de consultoria no Rio de Janeiro - o sexto dela no mundo.

De acordo com o trabalho, que aborda o planejamento para a implantação de projetos de capital intensivo na indústria energética, o setor demandará investimentos globais de US$ 38 trilhões no período de 2011 a 2035. A consultoria estima que esse orçamento vai "estourar" em US$ 5 trilhões devido a falhas no planejamento provocados principalmente por impasses regulatórios e escassez de mão de obra.

Do total de investimentos previstos, mais da metade (aproximadamente US$ 20 trilhões) será para o setor de petróleo e gás natural no mundo. O estudo não fornece um valor específico para o Brasil. Mas a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê investimentos de R$ 749 bilhões no segmento no país até 2021.

O levantamento foi feito a partir da entrevista com 61 executivos de 21 países, incluindo o Brasil, que atuam no segmento de energia e respondem por projetos de pelo menos US$ 1 bilhão. Segundo os entrevistados, a área regulatória (incluindo o licenciamento ambiental) responde por 45% dos principais desafios para a implantação de projetos no prazo previsto. Em segundo lugar está a disponibilidade de força de trabalho qualificada (37%).

"[No Brasil], curiosamente os temas mais importantes a serem tratados desde a concepção do projeto, como a legislação setorial e as políticas de segurança, meio ambiente e saúde, são vistos pelos empreendedores um pouco tarde dentro desses processos", explica o líder de energia para a América Latina da Accenture, Guilherme Pinheiro.

Os dados relatados pela consultoria estão em linha com os resultados de um estudo semelhante desenvolvido pela Deloitte. O trabalho concluiu que a falta de mão de obra qualificada está entre os principais obstáculos apontados para o desenvolvimento da indústria petrolífera na América Latina.

"É necessária uma preparação de mão de obra já nas universidades", afirma Carlos Vivas, consultor da Deloitte para o setor de petróleo e gás natural no Brasil.

Segundo o levantamento, feito a partir de pesquisa com executivos do setor petroleiro, 45% dos entrevistados destacaram que a falta de mão de obra é a preocupação primária dessas empresas. O número é quase o dobro do percentual registrado na mesma pesquisa realizada em 2011, quando registrou 28%.

O estudo da Accenture será o tema do primeiro encontro a ser realizado no recém-criado centro de inovação da empresa no Brasil. A unidade, que ficará na base da companhia no centro do Rio de Janeiro, é a sexta da consultoria em todo o mundo. As outras estão localizadas na China, Japão, Reino Unido, Austrália e Estados Unidos.

Segundo Pinheiro, num primeiro momento, o centro será voltado a estudos e pesquisas nas áreas de petróleo e gás natural, utilities (serviços) e telecomunicações. Numa segunda etapa do projeto, prevista para maio de 2013, será realizada a consolidação e integração do centro com as demais unidades no resto do mundo, a partir de tecnologias de "telepresença" (serviços de conferência de vídeo em alta definição).

Cada centro de inovação da Accenture é especializado em determinada área da indústria A unidade brasileira vai priorizar o setor de petróleo e gás natural. A expectativa é que 20 especialistas trabalhem no estabelecimento. O valor do investimento no projeto não foi revelado. "Na primeira fase, não haverá um investimento significativo. O investimento na segunda etapa será muito maior", conta Pinheiro.

Fonte: Valor / Rodrigo Polito